
A fruta demasiado madura possui momentos de plenitude, antes de se espatifar cruelmente por um chão impassível. Da mesma forma, decepções foram um dia promessas de felicidade eterna e invernos mais amenos.
Newton observou o momento de vertigem da fruta para elaborar uma lei física: a gravidade atrai todos os corpos para o centro da Terra. O que Newton se esqueceu de dizer é que não só nossos corpos devem ser mantidos firmes ao chão. Algo também impele nossos sentimentos a não flutuarem por galáxias longínquas.
É como se a todo momento segurássemos firmemente um bonito balão vermelho, desses que ganhamos em parques de diversões, para não escapar. E nos agarrássemos contentes aquela cordinha frágil, pois se o balão voasse não o teríamos de volta, e isso nos faria chorar.
Uma hora porém, a mão escorrega, a gente tropeça, alguém nos empurra, e lá se vai o balão vermelho sem a mínima piedade.
Perder nosso primeiro balão vermelho não é fácil. Você não entende o porquê dele ter escapado daquela forma, sem nem sentir falta da segurança e dedicação que você oferecia.
Depois de perder vários balões vermelhos, você já passa a segurar vacilante a cordinha. Ou passa a amarrá-lo de todas as formas possíveis. O balão quando preso, é só a ilusão de um troféu merecido. Com o tempo ele fica triste, pra baixo. Vai murchando, declinando, arrastando pelo chão. Nem de longe parece aquele balão bonito e vermelho que você tanto gostava.
O que fazer então? A dor da perda é ruim e sofrida, mas também não é agradável viver respirando poeira de baú.
Talvez seja melhor você soltar o balão quando for hora. É mais bonito vê-lo balão, rindo de lá de cima das nuvens. E esperar um balão novo, talvez azul, que te leve as alturas por mais alguns segundos.
Newton observou o momento de vertigem da fruta para elaborar uma lei física: a gravidade atrai todos os corpos para o centro da Terra. O que Newton se esqueceu de dizer é que não só nossos corpos devem ser mantidos firmes ao chão. Algo também impele nossos sentimentos a não flutuarem por galáxias longínquas.
É como se a todo momento segurássemos firmemente um bonito balão vermelho, desses que ganhamos em parques de diversões, para não escapar. E nos agarrássemos contentes aquela cordinha frágil, pois se o balão voasse não o teríamos de volta, e isso nos faria chorar.
Uma hora porém, a mão escorrega, a gente tropeça, alguém nos empurra, e lá se vai o balão vermelho sem a mínima piedade.
Perder nosso primeiro balão vermelho não é fácil. Você não entende o porquê dele ter escapado daquela forma, sem nem sentir falta da segurança e dedicação que você oferecia.
Depois de perder vários balões vermelhos, você já passa a segurar vacilante a cordinha. Ou passa a amarrá-lo de todas as formas possíveis. O balão quando preso, é só a ilusão de um troféu merecido. Com o tempo ele fica triste, pra baixo. Vai murchando, declinando, arrastando pelo chão. Nem de longe parece aquele balão bonito e vermelho que você tanto gostava.
O que fazer então? A dor da perda é ruim e sofrida, mas também não é agradável viver respirando poeira de baú.
Talvez seja melhor você soltar o balão quando for hora. É mais bonito vê-lo balão, rindo de lá de cima das nuvens. E esperar um balão novo, talvez azul, que te leve as alturas por mais alguns segundos.


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