quinta-feira, 28 de fevereiro de 2013
e o desenlace desse impasse Deus conceda que termine em valsa...
Chega uma hora que chega! Dizem. Chega uma hora e mais uma e outra, e a vida que passeia lá fora chega pra outrem. Chega mesmo. Chega de saudade, de drama, de dor, que não tem sentimento que chegue nesse coração. Chega, não pede mais uma, larga pra lá os cinco minutinhos que custam passar. Que nessa espera chega chuva, frio e as vezes até amor. Só ele que não chega mais não, senhorita. Levanta da cadeira, aguenta os olhares das mesas curiosas e vai embora. Porque chega uma hora, meu bem, que chega. A conta, por favor.
quinta-feira, 7 de fevereiro de 2013
"....tudo tomou seu lugar, depois que a banda passou"
Dói. Dói muito. Mesmo que não seja a primeira ou a última
dor, dói como se sempre fosse única, embora seja velho inimigo esse golpe no estômago
que te tira o ar e o chão. Dói como gritar pra dentro, rasgando carne, alma,
sentimento. Rasgando todas as palavras presas na garganta. Rasgando seu coração
e jogando pra cima igual confete. Dói como o silêncio ensurdecedor que faz
quando a banda já passou e sobrou dela pó e papel picado amassado pelo chão.
Resquícios de uma felicidade volátil, voraz, vã. Somos instantes. E num
instante você pisca, e lá se vai. Carne, alma e sentimento. Pisca. Ama. Pisca.
Se despede. Pisca. Sorri. Pisca. Chora. Pisca. Fim.
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