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domingo, 20 de abril de 2008

clocks


O que o passado lhe concede, além de tombos e glórias, navega em infinito denso de recordações. Você nunca será tão jovem quanto o retrato em sua parede.
O momento que se desatou sublima entre as palavras ditas. E o que se viu, e o que se sentiu, e o que deixou de acontecer, não retornará para seus braços ansiosos. Se foi para longe, para bem perto de sua mente.
A felicidade de outrora cega as vistas de quem espera a volta. O passado flutua falsamente alegre e deixa cair quem prefere o segurar. Os que tentam carrega-lo, só tornam pesado o fardo em suas costas. Confiar no passado é subestimar a vida.
O agora é uma dádiva, o presente de alcançar algo tangível. A oportunidade de escolher de novo, tentar de novo, começar de novo. Não se mede por régua felicidades novas: cada felicidade acompanha o momento, e é bem-vinda seja quando for. Pense bem. Se tudo que acontecesse, se repetisse infindamente, nada seria especial. Todas as fotografias coloridas se desbotariam, sem emoção. A vida seria em preto e branco.
Para isso essas cores diferentes, esses sabores diferentes, esses sons diferentes. Para isso esse caleidoscópio de opções. É a vida te seduzindo a ir em frente e experimentar. O gozo que seguirá ao instante após será para sempre teu, e ninguém jamais poderá roubar isso de você.

sábado, 12 de abril de 2008

monstros debaixo da cama



Todo mundo tem seu monstro debaixo da cama. Quando você começou a se entender por gente, ele com certeza apareceu para você. Estava encolhido em algum canto empoeirado próximo a parede. Era pequeno, mas assustava. Ao vê-lo, você saia correndo pra cama segura e confortável dos seus pais, e lá recebia o sono tranqüilo dos inocentes.
Um pouco mais tarde, depois da primeira decepção no colégio, você viu esse monstro de novo e ele estava maior. Assim como suas primeiras lições de vida.
Seu monstro nunca te deixou. Toda vez que você se deitou para dormir e começou a refletir sobre seu dia, ele estava lá, te esperando. É disso que o monstro debaixo da sua cama se alimenta: pensamentos. Desapontamentos. Tristezas. Incertezas. Indecisões.
E o grande erro dessa historinha idiota, não foi você alimentar seu monstro.
O pior de tudo, é que agora, você nem o percebe.

domingo, 6 de abril de 2008

dia blues


O grande problema das comédias românticas é que, não importa o que aconteça, a gente sempre espera um final feliz.