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segunda-feira, 18 de fevereiro de 2008

meu espaço amostral infinito


O que essa xícara de café me diz, ignorando as intervenções de Saturno,não é segredo:cansaço. E eu já não sei se foi no terceiro ou quarto gole, ou em que encruzilhada do caminho eu me despedi de mim.
A necessidade de agora chegou êxtase,lenta e sorrateira. Deslizava entre a nebulosidade que fugia da minha xícara. Ainda existo enfim, embora como visita longínqua.
Ser exato é correto e sucinto. Paixões, apesar de sucintas,nem sempre são corretas. São inexatas, mas eu as amo.
Existe algum elo ao qual posso me atar?Alguma forma de juntar esses dois inteiros no meu mesmo pequeno espaço, compartilhado com essa xícara de café?
Sou ambígua e assim prefiro. Ainda não compreendi ter de viver na mesquinhez de solitárias escolhas. Quero escorregar na linha-tênue-entre-razão-e-emoção. Sempre apreciei a vertigem.
Quase-ser é dizer que algo me falta. E apesar de "quase" ser rima rica com "fase", quase-ser é minha pobreza. Meu dogma.
Porém a visita longínqua, a necessidade fugaz, se desfez mórbida junto ao vapor que saía da xícara. O café esfriou.

Um comentário:

maoslivres disse...

Muito bom esse, Lih!
Preciso lembrar de vir aqui mais vezes. Confesso q só não li a resenha, devido a minha rejeição antiga a José de Alencar hehe

bjoooo!
Nando