Dói. Dói muito. Mesmo que não seja a primeira ou a última
dor, dói como se sempre fosse única, embora seja velho inimigo esse golpe no estômago
que te tira o ar e o chão. Dói como gritar pra dentro, rasgando carne, alma,
sentimento. Rasgando todas as palavras presas na garganta. Rasgando seu coração
e jogando pra cima igual confete. Dói como o silêncio ensurdecedor que faz
quando a banda já passou e sobrou dela pó e papel picado amassado pelo chão.
Resquícios de uma felicidade volátil, voraz, vã. Somos instantes. E num
instante você pisca, e lá se vai. Carne, alma e sentimento. Pisca. Ama. Pisca.
Se despede. Pisca. Sorri. Pisca. Chora. Pisca. Fim.
quinta-feira, 7 de fevereiro de 2013
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